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domingo, 11 de setembro de 2011

PAÍS BATE PRODUÇÃO DE SOJA ARGENTINA, MAS GANHA MENOS

Sérvulo Sales
Colunista

Venha ser um Colunista!


O Brasil produz mais soja, mas a Argentina ganha mais dinheiro com a exportação do grão e seus derivados. Apesar dos desmandos do governo Kirchner, que vive em pé de guerra com os agricultores, o país vizinho consegue mais dólares com a soja que vende ao exterior.

As exportações brasileiras de soja em grão, farelo e óleo somaram US$ 18 bilhões em 2010, enquanto, na Argentina, o complexo soja rendeu US$ 27 bilhões em divisas. O levantamento é da consultoria Abeceb.com, de Buenos Aires.

Na safra 2010/11, a produção brasileira de soja chegou a 75 milhões de toneladas, bem acima dos 49 milhões da Argentina. Segundo Carolina Schuff, analista da Abeceb.com, duas razões explicam a liderança da Argentina na receita, apesar da safra menor: perfis de consumo diferentes e maior agregação de valor.

Os argentinos destinam ao seu mercado interno cerca de 10% da soja que produzem. No Brasil, esse total chega a 35%. Não só o tamanho das populações é distinto - são 39,5 milhões de argentinos contra 190 milhões de brasileiros. Mas os hábitos de alimentação entre os dois países também mudam.

A Argentina esmaga 78% da soja, transformando o grão em farelo e óleo - produtos de maior valor agregado. No Brasil, a taxa de esmagamento é de 48% e boa parte dos derivados obtidos no processo atende a demanda local.

FONTE: O Estado de S.Paulo


Por Sérvulo Sales

A explicação para essa produção argentina de soja é simples: O destino da mercadoria argentina é mais objetivo, pois os hermanos produzem pouco, logo terá que ganhar mais dólar para se ter uma infra-estrutura melhor. "Segundo Carolina Schuff, analista da Abeceb.com, essa liderança é feita pelos perfis de consumo do país que são 10% do total da produção argentina internamente e 90% vai para exportações." Já o Brasil dedica 35% internamente e 65% externamente, logo se ver a grande diferença de faturamento de dólar entre os dois países. Agora fica uma pergunta para vocês leitores, será vantagem importar tanta soja (35%), haja vista que o Brasil obtendo mais dólar poderá faturar melhor e investir internamente para aumentar ainda mais a produção e assim sanar o mercado interno com uma alta produção e assim rendendo internamente e externamente?

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O Brasil está mais competitivo.



O País subiu cinco posições e ficou em 53º lugar no ranking do Relatório Global de Competitividade, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial. Confira entrevista com Erik Camarano, presidente do Movimento Brasil Competitivo

O Brasil subiu cinco posições e ficou em 53º lugar no ranking do Relatório Global de Competitividade, divulgado na última quarta-feira (7) pelo Fórum Econômico Mundial. Os resultados mostram que, enquanto a competitividade nas economias desenvolvidas se manteve estagnada nos últimos sete anos, em muitos mercados emergentes ela melhorou. O levantamento, que inclui 142 países, é iderado pela Suíça, seguida por Cingapura, Suécia e Finlândia. Os Estados Unidos perderam posição pelo terceiro ano, caindo do 4º para o 5º lugar no ranking.

O relatório, que no Brasil é feito em parceria com o Movimento Brasil Competitivo e a Fundação Dom Cabral, aponta que o País se beneficia de um dos maiores mercados internos mundiais (10º) e um sofisticado ambiente de negócios (31º). O Brasil fica bem atrás, no entanto, nos quesitos infraestrutura (104º), desequilíbrios macroeconômicos (115º), má qualidade da educação (115º), rigidez no mercado de trabalho (121º) e pouco incentivo à competição (132º).

Entre as grandes economias emergentes, o Brasil fica atrás apenas da China, que ganhou uma posição no ranking e passou ao 26º lugar, e da África do Sul, na 50ª posição. A Índia perdeu posições e recuou para a 56ª, e a Rússia caiu para 66ª. Na América Latina, o Chile (31º) mantém a liderança, enquanto diversos países veem sua competitividade melhorar. O México subiu 8 posições, para 58º, enquanto o Peru passou a 67º no ranking, seis posições acima da verificada em 2010. O Panamá subiu 4 posições, para o 49º lugar.


Quem é seu cliente? Quem é seu comprador? Quem é seu consumidor?


Antes de tudo, quero deixar bem claro que os conceitos abordados aqui são fruto da minha reflexão sobre o que aprendi na academia e na prática. Pode ser que, ao pesquisar mais sobre esses termos, encontre alguma pequena divergência entre o que foi exposto nesse texto e o que há nos livros.

Ok, podemos começar?

Apesar de não ter tanta experiência de mercado assim devido à idade, tive a oportunidade de conviver com a tranquilidade mórbida de uma empresa pública e também com a avalanche de urgências do setor privado. Isso me deu base para os dois lados da história e para moldar meu conceito sobre cliente, comprador e consumidor.
Normalmente estamos habituados a chamar quem adquire produtos ou serviços de “clientes”. Para variar um pouco, às vezes chamamos de “consumidores”. É difícil ver o termo “compradores”, a não ser que esteja num contexto bem específico.
Apesar da mistura, podemos definir quem é o cliente, o comprador e o consumidor.
Quem é o seu cliente?
Cliente é a pessoa que mantem um relacionamento com a empresa ou profissional. Quem adquire os produtos ou serviços eventualmente também é um cliente, o cliente eventual, mas aqui vamos nos referir às pessoas que entram em contato com a empresa ou profissional regularmente, dentro das peculiaridades dos produtos ou serviços oferecidos.
Exemplo: Mamãe e Papai foram numa farmácia comprar fraudas para Filhinho. Mamãe escolheu e Papai pagou. Quem é o cliente? Não responda ainda!
Após comprarem fraudas algumas vezes na mesma farmácia, Mamãe passa a ir sozinha comprar as fraudas (ainda com o dinheiro do Papai), e aproveita para comprar coisas para si, bater um papo com a atendente e até ganhar um descontinho pela sua assiduidade.Quem é o cliente? Mamãe, pois é ela que verdadeiramente se relaciona com a farmácia.

Quem é o seu comprador?

Comprador é quem efetua a compra propriamente dita.
Voltando ao exemplo: Mamãe e Papai vão à farmácia novamente. Papai paga pelas fraudas enquanto Mamãe põe a conversa em dia com a balconista. Ao chegarem em casa, veem que compraram o tamanho errado de fraudas. Então Mamãe volta ao estabelecimento para trocar o produto, pois conhece melhor o pessoal de lá. Quem é o comprador?
Para complicar a situação, outro dia Mamãe e Papai vão à farmácia, mas Papai lembrou que deixou a carteira (propositalmente) no escritório. Sendo assim, Mamãe paga pelas fraudas. Quem é o comprador, então?
Na primeira ocasião, Mamãe continuou a cumprir seu papel de cliente, enquanto Papai comprava o produto. Na segunda, Mamãe misturou as figuras “cliente” e “comprador”.

Quem é seu consumidor?

Consumidor é quem vai consumir, usar o produto ou serviço, independentemente de ser o cliente da empresa ou profissional fornecedor ou de ter pago por isso.
De novo, no exemplo: Mamãe e Papai chegam em casa e percebem que Filhinho precisa de fraudas limpas. Quem é o consumidor? Filhinho, lógico.
No dia seguinte, Mamãe e Papai vão à farmácia, pois Papai precisa de uma loção pós-barba. Coincidentemente, Papai esquece, sem querer, sua carteira em casa. Mamãe compra a loção e Papai volta para casa para barbear-se e ir trabalhar. O consumidor é o Papai.
Após Papai ir correndo pra casa se barbear, Mamãe tira da bolsa a carteira que Papai teria supostamente esquecido. Então ela compra com o dinheiro dele um pote daquele sorvete de rico, que custa muitos reais o pote do pequeno, sabe? Para que ele não desconfie, enquanto ele faz a barba ela toma o sorvete na farmácia mesmo. Quem é o consumidor? Mamãe, a esperta.
Cliente, comprador e consumidor podem ser a mesma pessoa ou pessoas diferentes, dependendo da situação. É importante identificar quem são eles dentro do seu negócio, para saber como comunicar da forma certa o que você tem a oferecer.


 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Você ja se sente preparado para Ocupar um cargo ESTRATÉGICO?

 A maioria dos jovens profissionais que estão na faixa dos 26 e 30 anos já se considera preparada para subir de posição, assumindo um desafio maior do que o atual. Segundo uma pesquisa da Page Personnel, 60% dos entrevistados respondem afirmativamente à pergunta: você se sente preparado para assumir esse desafio profissional imediatamente? De acordo com o diretor de Marketing do Grupo Michael Page na América Latina, empresa ligada ao Page Personnel, Sergio Sabino, o resultado da pesquisa mostra que a maior parte dos profissionais da geração Y é ambiciosa, já que está interessada em assumir novos desafios no ambiente corporativo e ganhar uma equipe de gestão.




Em matéria no administradores.com, mostra uma confiabilidade única dos jovens de 26 á 30 anos – a chamada geração Y – para ocuparem cargos de níveis estratégicos. Pensando nesse assunto, podemos ver uma realidade cada vez mais vigente, o envelhecimento com qualidade e a rápida acessão de jovens ao mercado de trabalho. Tendo que a econômica esta em alta e os níveis de desemprego mais baixos desde 2008 como cita a Presidente  Dilma em seu pronunciamento feito em rede de emissoras de rádio e televisão, alem de formalizar á questão da falta de mão de obra qualificada. A Folha cita a entrada de profissionais estrangeiros, bem qualificados no mercado de trabalho, pois eles estão seguindo o caminho do dinheiro. Tendo em vista essa grande vazão de vagas de trabalho e a baixa qualificação dos profissionais brasileiro fica a duvida, será que a geração Y está realmente qualificada para ocuparem níveis mais altos?

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Empresas querem investir mais em RH

A constatação foi feita pela Deloitte, em sua Pesquisa de Remuneração 2011

Das companhias brasileiras que planejam ampliar seus investimentos em 2011, 84% direcionarão seus esforços para desenvolvimento de recursos humanos -- no ano passado, esse número foi de 61%. 

"Foi possível confirmar que o empresariado está preocupado com seus talentos e com a retenção deles. Do ano passado para cá, tivemos um crescimento de 23% em intenção de investimento na área. Isto é realmente um fato novo e muito importante", declarou Fábio Mandarano, gerente de Capital Humano da Deloitte, empresa responsável pela pesquisa. 

Para alcançar esse resultado, 70% das empresas vão investir no treinamento e desenvolvimento de pessoas e 46% em remuneração, além de benefícios e outros. 

Além disso, a maioria das empresas (64%) conduzirá, em 2011, projetos de mudança de estrutura organizacional, como modificações no organograma, redefinição de papéis etc. Já 68% aprimorarão os sistemas de comunicação interna, enquanto 29% implantarão programa de gestão de talentos.



Políticas em andamento 

Programas de avaliação e desempenho fazem parte do dia-a-dia de 79% das companhias: 84% delas avaliam seus funcionários anualmente, enquanto 16% fazem semestralmente. Quando o assunto é pesquisa de clima, 71% das empresas fazem essa avaliação. 
Em se tratando de práticas de recrutamento, as mais utilizadas para seleção de pessoal variam de acordo com o nível hierárquico. Para cargos executivos, as empresas de assessoria e consultoria (como headhunting) são as mais utilizadas (66% - diretores e 74% - gerentes), seguidas do recrutamento interno (24%). Para os demais cargos, os formatos mais utilizados são o recrutamento interno, indicação e currículos enviados espontaneamente.


Outras informações da pesquisa

76% dos executivos de RH participam das decisões estratégicas de suas companhias; 

17% das empresas possuem uma universidade corporativa; 

8% dos cargos de diretoria são ocupados por mulheres, e 15% de gerência; 

59% das companhias desenvolvem programas de qualidade de vida. 

*Fonte: Pesquisa de Remuneração 2011 - Deloitte



"Na atual crise internacional nossa principal arma é ampliar e defender nosso mercado interno", Presidente Dilma Rousseff


Brasília - A presidente Dilma Rousseff prometeu nesta terça-feira tomar medidas contra os produtos estrangeiros que "atacam" a economia nacional com táticas desleais, em discurso nesta terça-feira. "Na atual crise internacional nossa principal arma é ampliar e defender nosso mercado interno, que já é um dos mais vigorosos do mundo, por isso quero deixar claro que meu Governo não vai permitir ataques a nossas indústrias e a nossos empregos", afirmou a presidente. Dilma especificou que não vai permitir que "os artigos estrangeiros concorram de forma desleal com os produtos de fabricação brasileira".O pronunciamento da chefe de Estado foi realizado horas depois que o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior decretasse medidas contra o comércio desleal a dois produtos, o sal procedente do Chile e os canos de aço originais da China que são usados em oleodutos e gasodutos.Atualmente, o Brasil aplica medidas para encarecer ou limitar a importação de 81 produtos que considera que infringem os princípios de livre concorrência.A presidente assegurou que a crise econômica internacional "não ameaça fortemente" ao Brasil, já que o país "mudou para melhor".
"Apesar de ter a mesma raiz, a crise atual é mais complexa que aquela de 2008, da qual saímos muito bem. Os países ricos se preparam para um longo período de estagnação ou até de recessão", analisou Dilma.A presidente assegurou que a estabilidade econômica do Brasil "está garantida" por suas reservas de divisas, o crescimento do crédito, os bons dados de emprego e renda e porque "a inflação está sob controle".No entanto, reconheceu que a situação do país sul-americano está "muito abaixo" de suas possibilidades e necessidades e especificou que o Brasil deve avançar não só no consumo de bens, mas também "na melhoria da qualidade e o acesso aos serviços públicos".

A China começou a preparar a substituição das suas autoridades econômicas e reguladoras.

A partir de 18 meses a China - Hong Kong, estará revitalizando sua equipe econômica, a qual liderou o boom econômico que é a parte da ascensão de uma nova geração de líderes no país.

Fontes e analistas ligados à elite governante chinesa dizem que a dança das cadeiras entre ministros, técnicos, diretores de órgãos públicos e governadores provinciais já começou, e vai durar até o começo de 2013.
O processo pode causar insegurança entre os funcionários e levar a uma desaceleração na agenda reformista da China, segunda maior economia do mundo, chegando a uma quase paralisia com a aproximação do Congresso do Partido Comunista no final de 2012.
A troca de cargos - aposentando a geração que comandou o boom econômico chinês dos últimos anos - deve atingir as agências que regulamentam bancos e seguradoras, o gigantesco fundo chinês de pensões, e o órgão que gerencia setores estratégicos, como petróleo e telecomunicações. Novos rostos devem aparecer também no Banco Central e nos ministérios de Finanças e Comércio.
Ao contrário do que ocorre em países ocidentais, onde um presidente ou primeiro-ministro eleito nomeia seus ministros após tomar posse, às vezes submetendo os escolhidos a uma aprovação parlamentar, na China as mudanças na cúpula são decididas a portas fechadas, e os principais cargos são ocupados por candidatos selecionados por alguns poucos dirigentes.
A elite do PC chinês - incluindo políticos prestes a se aposentarem, como o presidente Hu Jintao, e seu provável sucessor, Xi Jinping - vai decidir sobre as nomeações em misteriosas reuniões ao longo do próximo ano.
O ápice das mudanças ocorrerá no 18o Congresso, previsto para o outono do ano que vem- as datas exatas só devem ser divulgadas com poucas semanas de antecedência. As nomeações serão confirmadas em março de 2013 na sessão anual do Parlamento.
O sigilo que cerca o processo impede uma previsão exata sobre as trocas de cargos.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Facebook ultrapassa Orkut em usuários no BR.

O Orkut perdeu seu reinado no Brasil. Segundo a revista Isto É Dinheiro, pela primeira vez o Facebook fechou um mês na frente da rede social do Google em número de usuários. A reportagem, que cita números do Ibope Nielsen Online ainda não divulgados, diz que o serviço de Mark Zuckerberg terminou agosto com 30 milhões de usuários no Brasil. O Ibope é um dos institutos de maior credibilidade em medições na internet.
Para o Orkut, é o fim de uma liderança de mais de sete anos. Desde que foi lançado e se popularizou, em 2004, nunca foi ameaçado aqui no Brasil. Sempre foi usado por cerca de 70% dos internautas, de todas as faixas etárias. Concorrentes nacionais tentaram. Não conseguiram. Internacionais também, como o MySpace. Nada.
Mais do que tudo: a vitória do Facebook é histórica por desfazer um mito: o Brasil parecia ter uma relação com o Orkut tão forte que, ao contrário do resto do mundo, outra rede social, no caso, o Facebook, não conseguiria quebrar. O País é um dos últimos a sucumbir à hegemonia da rede de Mark Zuckerberg.O Facebook, hoje, é quase uma internet dentro da internet. É a maior rede social do mundo. Sua liderança foi conquistada país a país, derrubando as redes sociais líderes localmente. A Europa quase inteira é do Facebook. Países da África, da Oceania, do Oriente Médio. Todos adotaram a rede como a principal. A América inteira – do Sul, Central e do Norte – escolheu o Facebook. Quer dizer, até agora, menos o Brasil. E a Ásia, bem, essa continua com as redes locais, que são muito fortes por lá. A pressão para crescer no Brasil foi grande. Imagina uma rede social em que o mundo inteiro está. Este é o Facebook. Se você chega no exterior e diz que está no Orkut, ninguém saberá o que é. E você acaba entrando no Facebook para manter contato com quem você conheceu em viagens. E convida seus amigos brasileiros, que convidam outros amigos brasileiros. E daí mais brasileiros passam a usar. Junte a tudo isso o fato de o Orkut estar saturado e tecnologicamente defasado. Pronto. Começou a migração. Mark Zuckerberg esteve no Brasil em 2009. O Facebook era muito menor do que o Orkut por essas bandas. Mas ele contou ao Link a sua estratégia. Quando o Facebook foi criado, era para universitários. Ganhou primeiro a universidade de Harvard. Depois as universidades ao redor. Depois as universidades dos EUA e de outros países. Daí abriu para usuários em geral.A lógica de Zuckerberg: países podem ser como universidades. O site vai ganhando um país a cada vez. E os países vizinhos vão se interessando e migrando. A América inteira estava no Facebook. Como o Brasil iria ficar isolado? “No começo, muitas faculdades pequenas passaram a usar o Facebook da noite para o dia. Universidades maiores poderiam levar alguns meses. E isso tende a ser similar à escala de um país. Em um país grande como o Brasil levará tempo para chegar a esse estado (passar o Orkut)“, disse ele na época. O Orkut tentou segurar a liderança no Brasil. E foi, cada vez mais,copiando as ferramentas do Facebook. Fotos maiores no avatar, botão ‘Gostou?’ – lembram do ‘Curtir’? -, games sociais, como o que lembra o FarmVille. Trocou neste ano, pela primeira vez, seu logo, para ficar com uma identidade visual mais “moderna” e “ousada”. Lançou até uma campanha para dizer que o “Orkut não para de crescer”. Não deu. Enquanto, em abril, o Orkut estava estagnado, o Facebook já mostrava uma enorme força: nada menos do que159% mais usuários em um ano.No fim de julho, uma pesquisa apontava que o Facebook já tinha 70% dos usuários do Orkut. Segundo o responsável pela rede de Mark Zuckerberg no Brasil, Alexandre Hohagen, esse crescimento se acelerou após a estreia do filme A Rede Social, no ano passado, e embalou ainda mais a partir da virada de 2010 para 2011: foram 20 milhões de novos usuários em um ano, disse em agosto deste ano. Para o Orkut, a perda da liderança no Brasil deixa um rastro de incertezas. O País era o único em que a rede social ainda era relevante. A Índia, outro país em que era historicamente líder,passou a preferir o Facebook em agosto do ano passado. Quando o Google lançou neste ano sua nova rede social, o Google+, fez questão de afirmar que o Orkut não iria acabar. Resta saber: quem vai usar?

Por Rodrigo Martins.

sábado, 3 de setembro de 2011

Dinheiro - Empreendedorismo | O patrão é você.


Descubra como tirar seu sonho do papel, conseguir dinheiro para montar uma empresa e se tornar um empreendedor de sucesso.



Já pensou em deixar a vida corporativa para montar uma empresa? Se sua resposta é "sim", saiba que não está sozinho. Atualmente, 21 milhões de brasileiros estão à frente do próprio negócio, segundo a Global Entrepreneurship Monitor (GEM), pesquisa internacional sobre a evolução do empreendedorismo em todo o mundo. É o maior contingente de novos patrões no país desde o início do levantamento, feito há 11 anos.E qual é a motivação de toda essa gente? Apenas 24% alegam a falta de outra opção de renda como razão para criar uma empresa. Com a economia em ebulição, 76% dos empreendedores acreditam ter garimpado uma boa oportunidade de ganhar dinheiro, ter horários flexíveis e ser, de fato, donos do próprio nariz. Ainda assim, muitos vão sucumbir às agruras da falência. De acordo com o Sebrae-SP, 58% das companhias paulistas fecham as portas antes de completar cinco anos de existência.É uma taxa preocupante, embora bem menor que os 71% registrados no começo da década. Para ficar fora da turma que vai dar adeus ao sonho da empresa própria em curto prazo, os especialistas são unânimes ao insistir que é preciso buscar um negócio diferenciado dos que já existem no mercado. Poucas pessoas, porém, seguem esse conselho básico e fundamental. Segundo dados do GEM, apenas 7,5% dos empreendedores brasileiros consideram que seu produto é uma nova oferta para os consumidores.A ausência de criatividade na hora de empreender tem explicação. na avaliação de Marcos Simões, gerente da Endeavor (entidade de apoio ao empreendedorismo), é comum que os empresários tentem reproduzir à risca modelos de negócios com sucesso já comprovado. O problema é que, ao oferecer mais do mesmo, as companhias amargam com a alta concorrência e com as magras margens de lucro. Por isso, aos mais afobados o especialista recomenda: "Antes de deixar o emprego, é importante dedicar um bom tempo à identificação e ao planejamento de um negócio diferente, de preferência difícil de ser copiado".A inovação não precisa vir apenas de novos produtos. novas formas de produção, cobrança, vendas, atendimento ou de identificação do públicoalvo também podem garantir o ingresso no time dos empreendedores bem-sucedidos. Seja como for, é impossível criar outras práticas de negócios sem conhecer as já adotadas na praça (saiba como fazer no site do Sebrae-SP). e, também nesse quesito, muitos aspirantes deixam a desejar.Segundo pesquisa realizada pelo Sebrae-SP, 45% dos empresários paulistas montaram seu empreendimento sem informações sobre as características da futura clientela. e 30% não se deram ao trabalho nem de analisar a concorrência. Para não cair no mesmo erro, vale a pena esmiuçar essas informações em um plano de negócios. O documento também tem outras vantagens. Por trazer projeções de receitas e despesas, pode se tornar grande aliado na administração do fluxo de caixa — outro ponto fraco de muitos empreendimentos."As companhias podem até sobreviver sem lucro, mas não sobrevivem sem caixa", diz marcos Hashimoto, coordenador do Centro de empreendedorismo do insper (ex-ibmec-SP). Se você tem até 100 000 reais para criar uma empresa, conheça quais são as principais alternativas de financiamento e os riscos de um negócio novo, e aprenda a enfrentar as ciladas que surgem na vida de quem vira o próprio patrão.

Seu futuro na rede. 

Uma opção nova de negócio que vem crescendo nos últimos anos é o comércio pela internet. Cerca de 27 milhões de brasileiros já fizeram compras pela rede mundial de computadores pelo menos uma vez na vida. no ano passado, essas transações somaram 14,8 bilhões de reais — 40% a mais do que o faturamento do comércio online no ano anterior. em 2011, a cifra deve crescer mais 30%, segundo projeções da e-bit, empresa especializada no fornecimento de informações sobre o segmento.Junte a tudo isso o fato de que montar um negócio virtual sai mais barato do que abrir uma empresa convencional. Pronto. não é de estranhar que a rede mundial de computadores atraia tantos empreendedores. A plataforma, no entanto, tem suas armadilhas. "do mesmo jeito que é fácil abrir um negócio na web, também é fácil para muitos outros", adverte marcos Hashimoto, do insper.Pior ainda se a concorrência é formada por gigantes no mercado, com cacife para anunciar mais e cobrar menos. na avaliação de Gerson rolim, consultor da Câmara Brasileira de Comércio eletrônico, a saída para as pequenas empresas está nos nichos de mercado. "é preferível oferecer todas as variedades de determinado produto a vender, sem competitividade, um pouco de tudo", diz. na fórmula do sucesso dos negócios na rede, outro ingrediente obrigatório são as ações de marketing."Montar uma empresa online sem divulgação é o mesmo que abrir uma loja no 14o andar de um prédio sem movimento", compara Alexandre Umberti, diretor de marketing e produtos da e-bit. Na corrida por visibilidade, vale apostar em estratégias para garantir bom posicionamento nas buscas do Google, por meio do Search engine Optimization (SeO), e investir na compra de links patrocinados, acionados por palavras-chave. O twitter, o Facebook e outras redes sociais também podem ajudar a promover a empresa diretamente com os públicos de interesse.

Dinheiro bem-vindo 

Se você está sem dinheiro, pode recorrer aos investidores-anjo. Corriqueiros nos estados Unidos, eles começam a pôr as asas para fora no Brasil e estão em busca de empresas, recém-nascidas ou ainda no papel, com potencial de crescimento. essa turma de endinheirados quer adquirir participação minoritária nas companhias que estão nascendo para vendê-las alguns anos mais tarde com ganhos polpudos.Há no país pelo menos três grupos estruturados: São Paulo Anjos, da capital paulista, o Gávea Angels, do Rio, e o Floripa Angels, de Florianópolis. Eles reúnem empresários e executivos dispostos a injetar até 1 milhão de reais (ou 1,5 milhão de reais no caso do São Paulo Anjos) em novas empresas. Interessouse? Saiba que sobra rigor na seleção dos escolhidos para investimentos."Buscamos produtos ou processos inovadores, com condição de crescer sem grande aumento de custos", diz Cassio Spina, diretor da São Paulo Anjos. Seu colega da Gávea Angels, Antonio Botelho, diz que pesa na seleção a facilidade de saída dos sócios capitalistas. Só passam pelo funil dos investidores-anjo empresas com boas perspectivas de venda total ou parcial. Entre os potenciais compradores estão companhias que atuam no mesmo setor, fundos de venture capital ou mesmo outros sócios.Para os empreendimentos ainda inexistentes, a exigência é uma amostra do futuro produto ou serviço. Em tempo: para fisgar um aporte, é preciso de disposição para compartilhar a gestão do negócio — bom para empreendedores que procuram orientação, mas um tiro no pé para os avessos à interferência alheia. "Os sócios capitalistas participam da definição da equipe e das estratégias do negócio", afirma Marcelo Cazado, diretor executivo do Floripa Angels.

Sua grana vira empresa 

Foi com dinheiro próprio que 83% dos empresários tiraram seu negócio do papel, segundo estudo realizado pelo Sebrae-SP. Livres de dívidas, essa turma ganha fôlego para enfrentar os contratempos financeiros comuns às empresas novatas. Mas nem sempre fugir dos bancos é a melhor opção.Quando possível, pode valer a pena financiar parte do investimento inicial com linhas vantajosas, como as do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger). Essa estratégia possibilita poupar parte do capital próprio para cobrir imprevistos. Assim, você evita os financiamentos de capital de giro, que, com juros médios na casa de 60% ao ano, deixam muitos empreendimentos na lona.


A equipe é um Patrimônio

Com 80 000 reais, o publicitário Gustavo Borja e o engenheiro Sérgio Oliveira, ambos de 35 anos, fundaram o site de compras coletivas Citybest em março de 2010 e, no fim do ano, a dupla faturou 1 milhão de reais. Até o fim de 2011, a previsão é que a receita atinja 20 milhões de reais, dos quais 10% virão da recémlançada operação em Portugal. A empresa vai investir 4 milhões de reais em publicidade, entrar em 20 novas cidades e aumentar a equipe, que hoje tem 47 funcionários em Belo Horizonte e 80 representantes de vendas no país.A dupla trouxe a ideia dos Estados Unidos. O consumidor paga ao site apenas uma parte do valor do cupom de oferta, parcela equivalente à comissão do Citybest, de 35%, em média. O restante é pago no estabelecimento responsável pela venda. No modelo tradicional, o cliente paga tudo ao site, que repassa o dinheiro ao vendedor em até 60 dias. No início do negócio, os empresários cometeram erros básicos: faziam dupla jornada e não contratavam certo.
"Escolhi os primeiros funcionários sem muito critério e acabei demitindo alguns na primeira semana de emprego", diz Gustavo. Ficou a lição: "Uma startup não pode negligenciar a formação da equipe, que é seu maior patrimônio", diz o publicitário.

Como criar um plano de negócios 

A elaboração do plano de negócios ajuda — e muito — a iniciar a vida de empresário com o pé direito. Fica mais fácil analisar a viabilidade da empreitada, definir estratégias e acompanhar as metas traçadas. O plano também contribui na busca de recursos de investidores e, conforme o caso, na obtenção de financiamento bancário. Responda às perguntas abaixo e trace o seu

1 - Conceito • Qual é meu produto ou serviço? • Quais são seus diferenciais e vantagens competitivas? • Que problema dos consumidores vou resolver? • Qual será minha fonte de receita
• Quais são os riscos envolvidos no negócio?
2 - Mercado • Qual é meu mercado-alvo? • Quais são as características dos meus consumidores? • Com que frequência vão comprar meu produto ou serviço? • Quem são meus atuais e futuros concorrentes? 
• Quais são seus pontos fortes e fracos?
3 - Marketing • Qual é minha estratégia de divulgação, vendas e distribuição? • Quais serão os investimentos em marketing? • Qual é o foco geográfico das vendas? 
• Haverá suporte ao consumidor? Como será feito?
4 - Equipe • Qual será minha equipe? Qual será sua remuneração? • Quem serão meus sócios? 
• Como contribuirão para a empreitada?
5 - Finanças • Qual será o investimento inicial? • Qual é o prazo previsto para o retorno do investimento? • Depois de montada a empresa, quais serão os investimentos necessários para os planos de expansão? • Quais são as projeções de fluxo de caixa, receita, custos e despesas, incluindo impostos, para os próximos cinco anos? 
• Qual será o preço do produto ou serviço? Conseguirei aliar lucro e competitividade?
6 - Produção • Como será o processo produtivo? • Quais são suas vantagens em relação à concorrência? • Quais serão os possíveis gargalos da produção? • Qual será a tecnologia envolvida? 



Apple contrata hacker que desbloqueou iPhone.


O jovem hacker é conhecido por criar o site JailbreakMe, que permitiu a milhões de pessoas de todo o mundo eliminar as restrições de seus iPhones e iPads 

São Paulo - O jovem americano de 19 anos Nicholas Allegra, célebre por desbloquear os sistemas operacionais do iPhone e iPad, anunciou nesta sexta-feira através de sua conta no Twitter que em duas semanas começará a trabalhar na Apple com um contrato em andamento.O jovem hacker é conhecido por criar o site JailbreakMe, que permitiu a milhões de pessoas de todo o mundo eliminar as restrições de seus iPhones e iPads para instalar aplicações não autorizadas através da visitação do site."Sinto-me inútil porque eu não tenho feito nada em um mês e meio", comentou há dois dias na rede social Twitter, onde é conhecido como @comex, acrescentando já nesta sexta-feira que "tem sido realmente divertido, mas já está durando muito e estou ficando entediado, portanto, dentro de duas semana estarei estagiando na Apple"A identidade de Comex foi revelada há algumas semanas quando um redator da revista econômica "Forbes" conseguiu entrevistar Nicholas revelando alguns aspectos de sua personalidade, como o fato de que o rapaz se diz "fã da Apple" e considera o sistema operacional Androide como "um inimigo". 



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Orçamento: 55 mil vagas de concursos em 2012


O cenário para os concursos públicos em 2012 começa a se desenhar.  A entrega do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) ao Congresso esta semana foi o ponto crucial para saber como será o próximo ano. Somados, estão previstos a criação de 141 mil cargos e funções e o preenchimento de 64 mil. Os concurseiros podem se preparar para cerca de 55 mil vagas em seleções federais e a criação de 112 mil vagas que serão preenchidas ao longo dos anos. Considerando todos os projetos de lei que tramitam no Congresso, o próximo ano deverá ser bastante movimentado para o Legislativo. Das 41 propostas listadas no PLOA de 2012, 19 foram herdadas deste ano. Isso mostra o quanto à pauta de concursos públicos foi deixada de lado. Os números expressam essa realidade: espera-se aprovar a criação de 141 mil novos cargos e funções, quantidade muito superior aos 25 mil programados para 2011. A opção adotada em fevereiro pelo Executivo em limitar os gastos com reajustes de servidores, adiar nomeações e novos concursos foi esperada por se tratar do início de um novo governo. Entretanto está provocando uma retenção de demandas inevitáveis. Um grande volume de servidores estará apto a se aposentar até 2015, segundo o Ministério do Planejamento, 52 mil poderão deixar o trabalho. Outros aspectos que reforçarão os quadros: ampliação da rede de atendimento à população, os grandes eventos da Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016 e os programas de investimento PAC e Minha Casa, Minha Vida.




Fonte: Congresso em Foco
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Corte no juro espalha perda no mercado.


O corte inesperado de 0,5 ponto nos juros do governo, que só uma minoria no mercado antecipava, trouxe prejuízos a empresas de crédito, bancos, redes varejistas, seguradoras, fundos de pensão e demais companhias que precisam gerenciar o dinheiro próprio e dos clientes, informa reportagem de Toni Sciarretta para a Folha. A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha). Só na BM&FBovespa, praça que junta quem quer se proteger desse risco com juros com quem "especula" com a variação de cenários e de taxas, viu ontem R$ 2,11 bilhões trocarem de mãos. O dinheiro equivale aos ajustes que os investidores tiveram de levar à Bolsa para se adaptar ao novo cenário. Os negócios com contratos de juros de diferentes prazos (outubro de 2011 a janeiro de 2021) saltaram 61% ontem, levando o volume cujo risco foi "coberto" de R$ 320,4 bilhões para R$ 517,8 bilhões. Ontem, a maior parte dos "desavisados" que tiveram de se ajustar ao novo cenário --46% do total--estava nos contratos com vencimento em outubro, o de prazo mais curto, que costuma ser mais previsível e demanda pouca proteção. Para outubro, a previsão os juros desceu de 12,29% para 11,90%.