"- Em breve um novo visual para melhor informar! -
Mostrando postagens com marcador redes sociais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador redes sociais. Mostrar todas as postagens

domingo, 29 de janeiro de 2012

Como lidar com o seu chefe (ou colegas de trabalho) no Facebook

 Especialistas recomendam criar listas para separar os contatos profissionais dos pessoais.


Chega uma nova solicitação de amizade no Facebook: seu chefe. Aceitar ou ignorar o convite? Se você pensou duas vezes antes de clicar no “aceitar”, certamente avaliou rapidamente o que o seu superior passaria a ver na tela do seu perfil na rede social.

Para aqueles que não têm uma relação aberta e informal com o gestor no trabalho, imaginar seu chefe vendo suas fotos de momentos com amigos e lendo suas opiniões publicadas no mural pode até ser um pouco constrangedor.

Mas, para André Telles, professor de marketing digital e CEO da agência Mentes Digitais essa situação incomum pode ser vantajosa para sua carreira. Afinal, se a empresa em que você trabalha é muito formal e você se sente pouco à vontade de opinar ou sugerir ideais, o Facebook acaba ajudando de certa forma. “Postando com notoriedade sobre assuntos relevantes, é possível até mesmo chamar atenção de seu chefe”, afirma.

“Não existe dessa de separar o pessoal do profissional”, diz Rogerio Sepa, especialista em gerenciamento de carreiras no mundo virtual da DBM. Entretanto a rede social oferece ferramentas para que o usuário possa escolher quais pessoas poderão ter acesso às suas publicações. E o melhor: eu chefe ou colegas de trabalho não saberão em que tipo de lista você os classificou.

Do lado esquerdo da página inicial do Facebook, clique no botão mais ao lado do item Listas. Depois, clique em criar listas e faça uma lista apenas voltada para seus contatos profissionais. Adicione pessoas à lista.Clique em Gerenciar Lista, depois em Atualizações a serem mostradas. Defina os critérios de atualizações de status. Depois, lembre-se de a cada publicação, em vez de compartilhar para todos os seus contatos, selecione quais listas poderão ler seu post.

No canto superior direito, ainda na página inicial, clique na flechinha para baixo e acesse a página para configurar sua privacidade. Lá é possíve até limitar a visualização de publicações passadas. 
Para os especialistas, ignorar o convite não é uma opção. O seu chefe ou aquele colega de trabalho que você não se dá bem pode até se esquecer que mandou um convite. Mas caso ele monitore a rede social, pode verificar que você foi o único a não aceitar a solicitação. E isso te colocaria em maus lençóis. 

Agora, nem pensar em postar uma crítica sobre a sua ex ou atual empresa ou chefe. Isso pode render uma dor de cabeça se o bom senso não prevalecer.
“ Atualmente, a maioria das empresas têm programas que rastreiam a marca nas redes sociais, e essas acabam virando fontes de pesquisa e monitoramento da marca”, explica Sepa. Por isso, é melhor evitar que seu nome entra na lista de pessoas falando mal da empresa.




Fonte: FBDE NEXION

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

As estratégias que os recrutadores usam para descobrir mentiras nos currículos.

Que algumas pessoas não resistem e acabam mascarando alguma informação no currículo, não é novidade. Os recrutadores sabem disso. E têm ao seu dispor uma série de ferramentas para pegar candidatos mentirosos em flagrante.

Pesquisa realizada neste ano pela Robert Half em 11 países, mostra que, aos olhos dos recrutadores, os currículos não são tão confiáveis. Dos 2.500 executivos de finanças e recursos humanos entrevistados, 48% afirmam que os candidatos exageram.
No Brasil, o dado é que 42% dos 208 ouvidos não confiam nos currículos. E, para a maioria dos executivos, os candidatos mentem mais na hora de descrever suas reais responsabilidades na carreira.

Para evitar armadilhas desse tipo, Marcelo Braga, sócio da Search Consultoria explica que na maioria dos casos, a checagem de referências é realizada na etapa final do recrutamento. Entretanto, segundo ele, há outras checagens “informais” que acontecem ao longo da seleção.
“Normalmente conhecemos a estrutura e trajetória das empresas. Como entrevistamos muitos profissionais, é relativamente fácil descobrir se fulano está mentindo sobre o cargo ou a remuneração cruzando as informações e dados que eles fornecem de uma mesma empresa”, explica Alexandre Fantozzi, sócio da empresa de recrutamento e seleção Fantozzi & Associates.

De acordo com o consultor de recrutamento da Robert Half Alexandre Attauah a comparação das informações do currículo ocorre também em redes sociais (Facebook e Orkut) e profissionais (LinkedIn).

Outra maneira é a busca de informações com superiores, pares, funcionários das empresas recentes ou anteriores que o candidato listou. “As abordagens sempre são confidenciais e não recorremos somente às pessoas indicadas pelo candidato, entramos em contato com qualquer pessoa que possa ter contato com ele”, explica.
“Teve um episódio em que o candidato listou um curso de MBA no mesmo período em que o nosso cliente tinha feito. Só que ele não se lembrava de ter tido ele como colega. No fim, descobrimos que ele fez um curso de uma semana e não MBA como tinha afirmado”, diz Braga.

Fantozzi alerta que o candidato que mandar dois currículos para a mesma consultoria, com informações contraditórias ou diferentes, é desconsiderado do banco de dados.
“Temos contato com as principais faculdades e acesso à lista de formandos, sabemos se o profissional tem um curso inacabado em vez de completo. É um trabalho parecido com o de detetive”, afirma. O especialista explica que se, no currículo, ele passar uma imagem e na entrevista presencial passar outra, a checagem é refeita.

Attauah ressalta que muitas empresas são proibidas por lei de fazer determinadas checagens, mas as consultorias podem. Fantozzi completa que às vezes são levantados até antecedentes criminais ou consulta ao Serasa, por exemplo. Por isso, a recomendação é clara: que a verdade seja dita sempre. Alerta aos mentirosos: o Projeto de Lei 6561/09 que tramita na Câmara dos Deputados, do deputado Carlos Bezerra (PMDB/MT), prevê pena de dois meses a dois anos para quem mente no currículo.